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Mostrando postagens de 2010

POESIA - Acabou

Acabou ....
Poderia fazer mil coisas, falar mil vezes que não ....
Chorar e tentar voltar, correr atrás e ser melhor ....
Mas não dá, acabou.
Não foi lento e nem depressa foi bom enquanto durou, mas ainda queria um pouco mais, um pouco mais de tempo, para dizer e fazer, coisas que não disse e que não fiz.
Mas não deu, acabou.
E agora, o que vamos fazer ?! mesmo que fosse possível voltar será que iriam querer, será que teriam porque, será que iam fazer ?!
Acabou ...
E antes que eu me esqueça E que todos fiquemos a chorar
venho desejar - lhes
UM FELIZ 2011 !!

Com o X, se faz marcas ...

Era com o X que ele marcava os últimos dias do calendário. Dezembro, mês esperado, mês desejado. Finalmente ele entraria de férias e poderia estar junto com os amigos brincando, pulando, jogando bola e aprontando, claro, como toda criança deve ser ....
Férias, momentos desejados, esperado e comemorados ... E essas ele não marcava com X, nem com Y e muito menos com o Z. Ele não queria marcar, pelo contrário, desejava que não fosse acabar e aproveitava até se cansar.
Mas como toda criança, ele brinca, se machuca, cai, levanta, senta e anda, corre e pula. Se quebra, se rasga, se corta, se fere, opera, engessa e assim tudo vira uma grande festa.
O tempo passa e ele se senta, um dia, como qualquer outro. Um sol, um por do sol, momentos eternizados na memória, que outrora gravava números e telefones, agora só grava imagens que em breve vão estar apagadas.
E, o dourado do sol reluz, conduz, brilha nas marcas ... Mas dessa vez, não as marcas do calendário, mas as marcas da vida. Marcas essas que…

POESIA - Fala flor

Então fala minha flor fala através dos gestos, ao abrir seus botões, deixar ir seu pólen, e aceitar a visita alheia, então fala minha flor, com o cheiro exalado, e o gesto doado de crescer e florescer para nós, fala flor, e grita, não deixe que te arranquem, e de dor morra.
Então fala minha flor com o orvalho que molha suas pétalas, e a chuva que lhe alimenta, e o sol que lhe sustenta, seja sempre a energia a fazer você brilhar.
Fala flor ....

Era sexta, mas podia ser todo dia

Tem coisas que vejo. E todo dia dia se repete, eu juro que fico tentando entender, mas não consigo. E hoje, depois de alguns meses assistindo a tudo isso, resolvi falar .....
Quando era pequeno, a minha mãe me deu uma coisa que me orgulho muito - ela se chama educação. Sim, foi a base de alguns beliscões, algumas olhadas sérias, alguns castigos; mas eu aprendi. E posso garantir que aprendi muitas coisas das quais eu ainda faço hoje em dia e que me fazem diferentes de algumas pessoas dessa nossa sociedade.
Abrir a porta para as pessoas, ceder o lugar para os mais velhos, ceder a vez na fila aos mais velhos, auxiliar os idosos e portadores de necessidades e muito mais coisas. São poucas coisas, singelas, mas que fizeram uma diferença - pelo menos para mim e no meu amadurecimento.
Era sexta - feira e como em todas as sextas, acordei cedo e peguei meu ônibus para ir ao curso de Inglês. Pela primeira vez nesse ano me sentei no fundo do ônibus por não ter lugar mais a frente. E com isso, pude …

POESIA - Nesse momento

Nesse momento, queria ser um passarinhopara voar daqui praí e ficar bem no seu ninho.
Nesse momento, queria ser um beija - flor pra chegar na sua boca e dar varios beijos de amor.
Nesse momento, queria ser um papagaio pra falar declarações enquanto eu não me calo.
Nesse momento, queria ser um bem - te - vi pra poder chegar mais perto e ver a belezura que é você existir.
Nesse momento, queria apenas ser eu e que não existisse distancia nem dificuldade para viver a verdade a vontade a entrega, o amor.
Nesse momento em que se encontram os corpos se jogam as roupas e acaba o pudor.
É nesse momento que sonho que luto que busco e que vou .....

POESIA - Para ela.

Eu gostaria de ter você do meu lado .. de dividir os momentos bons e ruins ... de ter você me ajudando, me auxiliando .. e que isso pudesse ser recíproco ... falar palavras de apoio, de afeto demonstrações non sense de carinho ... a dança no meio da rua, na chuva o andar junto, agarradinho o almoço desejado a dias ... ou a soneca no banco do ônibus poder lhe contar meus planos, desejos e saber que és a única que vai elogiar, mesmo com os defeitos poder ter você enxugando as lágrimas e dizendo eu te amo novamente é isso que eu quero que ocorra entre a gente.

POESIA - Grão

Já reparou ?!
A vida nasce do grão. Não ? Sim, a vida nasce às sim.
Do Grão João ?! Mãe, como eu nasci do grão. Simples semente plantada em meu ser Ser semente gerou você.
Do Grão Chão ?! A semente da melancia cuspida no chão. Do chão grão, árvore então.
Do Grão Água ?! Essa eu quero ver .... Mole, a água é gota grão que cai e molha o chão dá vida ao sertão e alimenta a outros grão.
Se Do Grão, chão água, árvore; eu não sei mais o que deixou de ser grão.
E se a chuva, o fruto e a vida. Tudo que reconheço num dia. Veio do grão.
O que fazer se hum dia, mas se num breve dia. Acabar e não tiver mais grão no chão ?

A palavrinha e o palavrão

Por muito tempo durante a minha infância me foi dito que era feio falar palavrão. E eu, toda vez que fala um, disfarçava para que minha mãe não ouvisse e muito menos viesse bater em mim. Então, ao falar um palavrão, o diálogo que acontecia era mais ou menos o descrito abaixo:
Mãe: - "O que você falou aí ?!" Eu: Nada mãe Mãe: - "Eu ouvi, você falou um palavrão ?!" Eu: Não mãe Mãe: - "Eu ouvi um palavrão ?!" Eu: Eu disse apenas paralelepípedo
E esse passou a ser o sinonimo para palavrão - paralelepípedo. Era um tal de tentar disfarçar para não apanhar que, quando eu percebi, além deu ter me viciado nessa palavra, ainda tentava viciar e policiar os outros.
Durante muito tempo levei que palavrão que se presa, tinha era que ser grande. Não precisava fazer um estrago na boca e muito menos ser daqueles que é preciso culhão para falar; mas apenas grande - paralelepípedo, inconstitucionalissimamente e por aí vai a listagem.
Ao entrar na faculdade, a cada aula, a cada conve…

POESIA - Do alto e do chão

Do alto vejo casas, vejo grandes lagos e árvores com muito verde.
Do chão vejo que as casas são de papelão os lagos são poças de esgoto e o verde é lixo, fede.
Do alto o céu é azul, o dia é feliz e na noite as estrelas brilham.
Do chão o céu se turva com a fome o sorriso se esconde na necessidade e na noite a estrelas são companheiras de sono.
Do alto olhava em todas as minhas viagens de avião, desejando chegar, desejando pousar, desejando pisar naquela terra, naquele chão, desejando conhecer o povo desse mundão.
Do chão olhava para o céu buscando entender como a fé, do alto não olhava pra você não olhava para mim não olhava o sofrimento, a situação pobre do povo, pobre da nação.
Do alto das cadeiras de câmaras federais e estaduais tem pouca gente, com salário de mais que não consegue fazer leis e nem dar paz
Do chão tem povo guerreiro, lutador que não cansa de dizer Sim senhora, Sim senhor e fazer isso para ter um pouco de paz e amor.

Elefante branco e o Taj Mahal

É claro que sei apreciar as coisas boas que a civilização fez, cultivou ou construiu para que hoje pudessemos ter como referências as obras e os cultos que por eles foram criados.
Uma das obras que mais despertam o meu interesse é o Taj Mahal, construído na Índia entre 1630 e 1652, numa época onde não tinhamos o menor avanço tecnológico para auxiliar nessa construção. O que me chama atenção não é a sua construção em mármore branco e nem o tempo para ser construída, mas sim o tamanho dessa obra, num tempo em que a tecnologia era escassa e a mão de obra era pouco especializada.
Já na próxima Tailândia, o que mais me chama atenção é o culto a um tipo específico de animal, o Elefante Branco. Animal considerado raro e sagrado, caso fosse achado deveria ser dado de presente ao Rei. Porém, por ser sagrado, sua posse não auxiliava seu dono em nada a não ser aumentar os custos com os cuidados e zelo com esse tão importante animal, sem poder dele usufruir de nenhuma forma.
Em 2003, teve início no …

POESIA - Quem quero

Quero afastar de mim as pessoasDe coração gélido e duro Que não choram Nem se incomodam Com o que está a acontecer por aí.
Afastar de mim os corpos sem alma Mentes sem memória Que mesmo sabendo dos fatos Reclamam e nunca fazem mudar suas feições Chorar ou sorrir.
Quero aproximar ao meu lado corações que sentem emoções buscam mudanças vivem paixões choram as perdas, as contradições sabem separar vida e ilusões.
Quero pessoas vivas sangue que corre na veia boca que esperneia olhar que incendeia coração que bate cachorro que late sol que arde e paixão que não se acabe.
E tenho dito ....

Minhas escolhas

Alguém aqui, alguma vez, já parou para pensar no que te fez decidir por isso ou aquilo? Porque escolher essa e não aquela? Pois é, eu até alguns dias atrás não tinha parado para pensar em nada disso e, agora que pensei, queria refletir com vocês de que formas foram realizadas as minhas escolhas. Uma das que primeiro veio a minha cabeça foi: Porque sou botafoguense? Desde pequeno, onde eu morava, todos os meus amiguinhos eram flamenguistas, mas eu não. E aí, fui remoer a cachola chamada cérebro para entender essa escolha. Bom, lembrei de um primo da minha mãe, chamado Lenilson... Ele era de Campos (sim, mesma cidade de Rosinha e Garotinho - mas isso não os torna iguais), e era fanático pelo Botafogo. Eu ainda era pequeno e tenho uma vaga recordação, mas que afirma a minha escolha que foi a vinda dele, em um dia de semana, para ver um jogo do Glorioso no Maracanã. Para quem não sabe, de Campos ao Maracanã são somente 4 horas direto de carro - o que ele fez na maior alegria - passou em Cop…

Nem tanto ao céu, nem tanto ao mar.

Era noite e eu fui tomar banho. Mas meu banho é letrado. É que meu pai desde pequeno lia jornal no banheiro e eu acabei pegando essa mania - enquanto a água quente bate nas costas, relaxando o corpo - vou lendo o jornal no banho.

Notícias triviais, outras nem tanto, extase pela vitória do dourado, esportes e o jornal já ia terminando, quando leio uma frase atribuida ao Presidente da Petrobras - José Sérgio Gabrielli, que diz assim:"Eu acho que a distribuição atual, em que o Rio de Janeiro leva 80,9% dos Royalties está errada. Mas a emenda Ibsen também está."

Isso me fez refletir que a briga atual é entre o céu e o mar. Santo é aquele que, segundo a igreja católica, realizou milagres e teve os mesmos reconhecidos por um setor específico da igreja que estuda a veracidade dos mesmos. Nos céus vivem os Santos e o Espírito Santo seria a Trindade deixa a nós por Deus. Do outro lado, os campos .... várias áreas sem delimitação ... são nos campos que vemos a vida surgir (e o que seria…

Da Série - Eu não consigo entender certas coisas ...

Desde o seu primeiro dia de mandato no Rio de Janeiro, o prefeito Eduardo Paes tem realizado uma árdua briga para colocar novamente o Município nos eixos. Sua intenção, segundo ele mesmo e seus assessores dizem, é o de devolver o Município a quem lhe é de direito, ou seja, ao cidadão.

Feito isso, iniciou-se a operação "Choque de Ordem" que vem atacando tudo que você possa imaginar no Rio de Janeiro. São ocupações urbanas a serem retiradas, moradores de rua a serem recolhidos e levados para instituições, a já famosa "Lei Seca" (que segundo informações irá se tornar "Lei Careta" - detectando também uso de outras substâncias proibidas), demolição de puxadinhos, calçada aos pedestre e tantas outras.

Hoje, indo para dar continuidade ao trabalho que estou realizando no Iate Clube do Rio de Janeiro, teve uma das questões abordadas no "Choque de Ordem" que me chamou a atenção: a Padronização das barraquinhas de praia.

Se antes os guarda-sois alugados pelos…

A arte imita a vida que imita a arte que fornece o tema.

Sim, o título é longo. E o assunto também. Apesar de ja ter visto esses filmes faz algum tempo, também tive outros afazeres e por isso o texto vem agora, depois de maturado.

Era semana de lançamento de AVATAR, sessões e mais sessões esgotadas. Para mim, no início bastava assistir ao filme normal, em qualquer sala; mas para a minha namorada, tinha que ser em 3D. E ela tanto fez, que acabou me convencendo.

Decidimos ir, era uma segunda feira. Achamos que não teria ninguém no cinema. Ledo engano. Todos estão de férias e, numa região onde não se tem nada para fazer a não ser ir ao shopping, todas as sessões estavam esgotadas. Depois de muito procurar, ela teve uma idéia - realizar a compra antecipada pela internet.

Compra feita, sessão de quarta feira e lá fomos nós. Sala lotada, inicia o filme. [Aqui não irei descrever nenhum detalhe do filme]. Já na metade do filme eu me pegava a pensar em coisas que não sei se passaram pela cabeça da metade da sessão, mas que venho aqui partilhar com você…

Deslizando na razão

Infelizmente o ano começou com uma tragédia. O Rio de Janeiro, cidade conhecida pela festa, pela música, pela queima de fogos e tudo o mais na virada do ano; foi marcada por momentos de choro nesse Ano Novo.

As lágrimas derramadas nessa virada de ano não foram só de alegria e felicidade, mas também de tristeza e pesar. Afinal, em Angra dos Reis e na Baixada Fluminense, a chuva fez mais estragos do que podiamos imaginar.

Em Angra, a natureza veio com força total para retomar tudo aquilo que o homem cisma em destruir; já na Baixada Fluminense, nada que algumas obras que os governantes insistem em não realizar, fizeram com que o nível da água chegasse a um ponto de alagamento tamanho, que os mesmo perderam tudo, estão propensos a pegarem doenças e nada é feito.

Tanto em um caso, quanto no outro, existem pessoas que sofrem com a perda - não dos bens materiais, mas da vida. Só que as vidas agora também devem ter valores diferentes.

Pouco se vê das enchentes da Baixada Fluminense, talvez por já…