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Mostrando postagens de Novembro, 2010

POESIA - Para ela.

Eu gostaria de ter você do meu lado .. de dividir os momentos bons e ruins ... de ter você me ajudando, me auxiliando .. e que isso pudesse ser recíproco ... falar palavras de apoio, de afeto demonstrações non sense de carinho ... a dança no meio da rua, na chuva o andar junto, agarradinho o almoço desejado a dias ... ou a soneca no banco do ônibus poder lhe contar meus planos, desejos e saber que és a única que vai elogiar, mesmo com os defeitos poder ter você enxugando as lágrimas e dizendo eu te amo novamente é isso que eu quero que ocorra entre a gente.

POESIA - Grão

Já reparou ?!
A vida nasce do grão. Não ? Sim, a vida nasce às sim.
Do Grão João ?! Mãe, como eu nasci do grão. Simples semente plantada em meu ser Ser semente gerou você.
Do Grão Chão ?! A semente da melancia cuspida no chão. Do chão grão, árvore então.
Do Grão Água ?! Essa eu quero ver .... Mole, a água é gota grão que cai e molha o chão dá vida ao sertão e alimenta a outros grão.
Se Do Grão, chão água, árvore; eu não sei mais o que deixou de ser grão.
E se a chuva, o fruto e a vida. Tudo que reconheço num dia. Veio do grão.
O que fazer se hum dia, mas se num breve dia. Acabar e não tiver mais grão no chão ?

A palavrinha e o palavrão

Por muito tempo durante a minha infância me foi dito que era feio falar palavrão. E eu, toda vez que fala um, disfarçava para que minha mãe não ouvisse e muito menos viesse bater em mim. Então, ao falar um palavrão, o diálogo que acontecia era mais ou menos o descrito abaixo:
Mãe: - "O que você falou aí ?!" Eu: Nada mãe Mãe: - "Eu ouvi, você falou um palavrão ?!" Eu: Não mãe Mãe: - "Eu ouvi um palavrão ?!" Eu: Eu disse apenas paralelepípedo
E esse passou a ser o sinonimo para palavrão - paralelepípedo. Era um tal de tentar disfarçar para não apanhar que, quando eu percebi, além deu ter me viciado nessa palavra, ainda tentava viciar e policiar os outros.
Durante muito tempo levei que palavrão que se presa, tinha era que ser grande. Não precisava fazer um estrago na boca e muito menos ser daqueles que é preciso culhão para falar; mas apenas grande - paralelepípedo, inconstitucionalissimamente e por aí vai a listagem.
Ao entrar na faculdade, a cada aula, a cada conve…

POESIA - Do alto e do chão

Do alto vejo casas, vejo grandes lagos e árvores com muito verde.
Do chão vejo que as casas são de papelão os lagos são poças de esgoto e o verde é lixo, fede.
Do alto o céu é azul, o dia é feliz e na noite as estrelas brilham.
Do chão o céu se turva com a fome o sorriso se esconde na necessidade e na noite a estrelas são companheiras de sono.
Do alto olhava em todas as minhas viagens de avião, desejando chegar, desejando pousar, desejando pisar naquela terra, naquele chão, desejando conhecer o povo desse mundão.
Do chão olhava para o céu buscando entender como a fé, do alto não olhava pra você não olhava para mim não olhava o sofrimento, a situação pobre do povo, pobre da nação.
Do alto das cadeiras de câmaras federais e estaduais tem pouca gente, com salário de mais que não consegue fazer leis e nem dar paz
Do chão tem povo guerreiro, lutador que não cansa de dizer Sim senhora, Sim senhor e fazer isso para ter um pouco de paz e amor.

Elefante branco e o Taj Mahal

É claro que sei apreciar as coisas boas que a civilização fez, cultivou ou construiu para que hoje pudessemos ter como referências as obras e os cultos que por eles foram criados.
Uma das obras que mais despertam o meu interesse é o Taj Mahal, construído na Índia entre 1630 e 1652, numa época onde não tinhamos o menor avanço tecnológico para auxiliar nessa construção. O que me chama atenção não é a sua construção em mármore branco e nem o tempo para ser construída, mas sim o tamanho dessa obra, num tempo em que a tecnologia era escassa e a mão de obra era pouco especializada.
Já na próxima Tailândia, o que mais me chama atenção é o culto a um tipo específico de animal, o Elefante Branco. Animal considerado raro e sagrado, caso fosse achado deveria ser dado de presente ao Rei. Porém, por ser sagrado, sua posse não auxiliava seu dono em nada a não ser aumentar os custos com os cuidados e zelo com esse tão importante animal, sem poder dele usufruir de nenhuma forma.
Em 2003, teve início no …

POESIA - Quem quero

Quero afastar de mim as pessoasDe coração gélido e duro Que não choram Nem se incomodam Com o que está a acontecer por aí.
Afastar de mim os corpos sem alma Mentes sem memória Que mesmo sabendo dos fatos Reclamam e nunca fazem mudar suas feições Chorar ou sorrir.
Quero aproximar ao meu lado corações que sentem emoções buscam mudanças vivem paixões choram as perdas, as contradições sabem separar vida e ilusões.
Quero pessoas vivas sangue que corre na veia boca que esperneia olhar que incendeia coração que bate cachorro que late sol que arde e paixão que não se acabe.
E tenho dito ....