sexta-feira, 27 de junho de 2008

Como as coisas podem ser o que não são ....

Motivado pelo texto lido em blog da minha filha, venho aqui para atualizar o meu.

Queria deixar claro a
tod@s que em breve retomo a minha rotina de atualização dominical, mas como estou realizando muitas coisas o ócio criativo tem andado escasso e por isso a falta de texto em meu blog.

Venho rapidamente para falar (levantar) como as coisas podem ser o que não são.... O que me motivou a escrever sobre isso foi um (diga-se de passagem excelente) comercial que vi a alguns dias ...

Vale do Rio Doce - uma publicidade institucional maravilhosamente bem feita, levaria meu dez se não fosse ..... A própria Vale. Gente, tenho levantado isso com várias pessoas por aqui, como pode uma empresa que destrói nossas riquesas naturais, para exploração tipo exportação, fazer um comercial desse e ficar com os louros ?!
É como não culpar a AraCruz Celulose pelas florestas de Eucalipto encontradas por toda a Bahia, ou os países ricos, que absurdamente tentam colocar a água como um bem particular.

E aí, vejo a força, o poder que há numa publicidade, numa simples publicidade. Eu sei que apesar de tudo, ela traz malefícios para a sociedade; mas será que todos sabem ?! Será que todos tem essa percepção ?! As notícias são realmente divulgadas ?! São para
tod@S ?!

E após os vinte e nove segundos de ecstasi, veio a explosão, o emputecimento e o chute na mesa, por ver que um trabalho tão bonito quanto esse comercial leva a assinatura de uma empresa que não merece meu respeito

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Fora da nova ordem mundial...

Faz tempo que não posto aqui. E se eu não posto, que dirá vocês virem ler textos antigos. Então venho escrever essa curta reflexão que tive hoje ao ler o jornal.





No texto havia uma citação a um trecho da música Fora da ordem (de Caetano Veloso), mas é engraçado porque o texto estava no Editorial de Esportes (para quem não sabe o que é editorial, é o mesmo que caderno, parte, páginas).





Aí, ao ler a matéria, vi que se tratava de algo interessante. O texto citava os jogadores que se nacionalizaram e, jogando por outros países, decretaram a derrota de suas pátrias mães. Jogaram no limbo a antiga pátria pelo sucesso que conseguiram na nova.





Isso me fez pensar que o sucesso é algo estranho. Faz você esquecer toda a sua origem, tudo o que passou quando criança; para, famoso e rico, ser o carrasco de sua antiga pátria.


Outra coisa que pensei foi: chegamos a um momento em nossa existência que não há mais a noção de pátria. Engolida pela globalização, está já a muito havia sido esquecida; entretanto vejo que caminhamos para um local além dessa globalização. Um local onde o antigo "quem dá mais" utilizado pelo leiloeiro é a chave.





Esse é o grande lançe. Caminhando na mesma estrada das empresas multinacionais, das grandes parcerias empreendedoras está também o esporte. E como não há relação com a terra em que vive, com o ar que respira e nada ao redor; como cuidar, como zelar por aquilo que não reconheço como meu ?!





Bom, penso que por mais triste que fique com o meu país, levarei suas cores para onde for. Seja lá onde for. Mas se nem isso houver .....





PARA O MUNDO QUE EU QUERO DESCER .....

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Loucura, Censura e Ditadura

A que ponto chegamos ...
No último final de semana foi publicada aqui no Rio de Janeiro, pelo jornal O Dia, uma matéria que falava sobre a atuação da milícia numa comunidade. Os funcionários desse jornal alugaram uma casa na localidade e se estabeleceram na mesma, para realizarem a reportagem.

O primeiro ponto que eu queria levantar é: Seis anos após a morte de Tim Lopes, ainda não conseguimos pensar em um formato de jornalismo investigativo que dê aos profissionais da área uma segurança, uma garantia de que suas vidas não estão sendo colocadas em risco. Até que ponto vale o sacrifício de uma vida ?! Vale somente o aumento de venda dos exemplares daquele periódico ?! Um reconhecimento ?! Enfim, eu não tenho uma posição sobre isso até porque acredito sim que deva haver um jornalismo investigativo; mas até que ponto ele é válido no Brasil ?!

O segundo ponto é a censura : Os moradores dessas localidades são podados de diversas formas. Seja pela polícia, milícia ou tráfico; os moradores das comunidades carentes do Rio de Janeiro não possuem em suas localidades os chamados serviços públicos (saneamento, água, esgoto, saúde, escola, transporte, entre outros). Além disso são tolidos pelas forças citadas anteriormente que, de forma arbitrária e autoritária retira toda e qualquer liberdade desse povo. E na constituição, há um artigo dizendo que todos temos o direito de ir e vir.

Para concluir, quero falar sobre a tortura sofrida pelos funcionários desse jornal, que foram torturados e ameaçados. Tal qual os tempos áureos da Ditadura, pudemos ler (quem ainda não leu, pode ir ao site do jornal, e ler a matéria) pelo qual passaram todos esses que tentam, mesmo de uma forma obscura, melhorar a sociedade. O que me choca aqui, na verdade é que o torturador é quem deveria dar a proteção e se quem me protege também é quem me agride, em quem posso confiar ?!