segunda-feira, 24 de junho de 2013

POESIA - Ao deitar

Ao deitar,
fecho os olhos, 
mas não consigo dormir
muito menos sonhar.

Ao deitar,
fecho a alma,
mas não consigo relaxar,
nem levitar,
me sinto preso,
fixado ao chão.

Ao deitar,
não consigo sonhar,
nem repousar,
muito menos achar.

Sou só,
em meio a uma multidão
sou simples,
em meio a uma legião.

Sou uno,
em meio a um milhão
mas me sinto só,
mesmo na multidão.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

POESIA - Seu Olhar - Parte 2

Olhar nos olhos,
olhar dos olhos,
olhar da alma,
olhar a calma,
olhar me acalma,
teu olhar me acalma,
teu olhar, minha calma
teu olhar, minha alma
teu olhar, minha. 

segunda-feira, 17 de junho de 2013

POESIA - Seu Olhar - Parte 1

Nunca olhei tão fundo em seus olhos,
nunca percebi a verdade que ali havia,
nunca vi a paixão que brotava,
que aqueles olhos eram fonte de alegria.

Nunca olhei tão fundo em seus olhos,
nunca vi sentimento tão verdadeiro,
paixão, amor, afeto, amizade,
um turbilhão de sentimentos,
que param um corpo inteiro.

Nunca olhei tão fundo em seus olhos,
nunca vi que ali tinha amor,
mas que também tinham lições
e alguns sentimentos de dor.

Mas ao olhar tão fundo,
pude entender e compreender,
verdade e mistérios,
sentimentos e outras coisas,
que brotam ao te ver.

Mas ao olhar tão fundo,
pude enfim encontrar verdade,
reflexo, espelho, vida,
sentimento que transmite
paz e felicidade.


sexta-feira, 14 de junho de 2013

POESIA - Que, quer, querer

Quero bolo de festa,
correr na floresta,
sentir o vento bater e o cabelo levar.

Quero o riso frouxo,
o sonho solto,
e voar, voar, voar.

Quero o dia e a noite,
ficar bobo da corte,
e pode me alegrar.

Quero o sul e o norte,
o sal e o doce,
o azar e a sorte.

com você quero choro,
quero chuva,
quero rua,
quero ser teu
quero ser tua.

Com você quero
quero bolo de festa,
e correr pela floresta
vendo que na verdade
corremos para nos encontrar.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

POESIA - Outro Eu

Era manha. 
O sol começava a queimar seu rosto,
mas ele não sentia. 
Perdia a noção do quanto passou ali admirando aquele ser que ele nunca se cansa de ver. 
Não ouviu uma palavra que ela havia dito, mas parecia que todas elas tinham apenas uma direção: 
seu coração. 
Nesse breve intervalo, ela percebeu que estava sendo olhada, admirada e porque não dizer conquistada. 

Nisso, decidiu tomar uma atitude. 

O agarrou pela nuca, puxou os cabelos e aproximou os dois,
Olhos, bocas, narizes, testa, mãos, pés, peitos e cabelos, 
todos próximos uns dos outros,a ponto de ser ouvida e sentido, não só os batimentos cardíacos, bem como a ofegante respiração. 

Não diziam nada, e nada significava tudo. 

Narizes se tocaram, olhos se aproximavam, de forma que não se via nada a não ser aquela "grande bilha azul" 
As mãos deslizavam pelo rosto, os olhos congelados um no outro, minhas mãos no rosto dela, as mãos delas em meu rosto, nervosismo tomando conta ... 

Suor, saliva, lagrima, choro, alegria, suor, beijo, saliva, choro, desejo, emoção, alegria, beijo, molhados, enfim ... olhos se fechavam, olhos se fechando, tudo se aproxima. 




Ele abriu os olhos,

tinha esquecido a janela do ônibus aberta e a chuva molhava seu rosto. 
Ele chegara ao seu destino e não havia ninguém ao seu redor.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

POESIA - Sabe

Sabe
uma daquelas coisas que não dá para esperar
não dá para negar,
vontade de juntar,
o meu com seu olhar e juntos caminhar.

Sabe
uma daquelas coisas que não se diz a ninguém,
aquele vem cá meu bem,
porque eu quero um cheiro,
quero um chamego,
um xenhenhém.

Sabe
quando dá vontade de ir lá te ver
e não dá para esperar o amanhecer,
bastou galo cantar e estou indo aí.

Sabe 
que o que foi passado,
agora já passou
e que na memoria,
a lembrança ficou
o que restou agora
foi o quanto se amou.

Sabe
que te ver é pouco,
pois eu quero é mais,
quero olhar pra trás
e lembrar de todo o tempo
e todos os momentos que tivemos bem.

Sabe
que a vida guia
o sol irradia
o calor aquece
e meu corpo pede
o seu corpo aqui.

Sabe 
que o que foi passado,
agora já passou
e que na memoria,
a lembrança ficou
o que restou agora
foi o quanto se amou.