Pular para o conteúdo principal

Deslizando na razão

Infelizmente o ano começou com uma tragédia. O Rio de Janeiro, cidade conhecida pela festa, pela música, pela queima de fogos e tudo o mais na virada do ano; foi marcada por momentos de choro nesse Ano Novo.

As lágrimas derramadas nessa virada de ano não foram só de alegria e felicidade, mas também de tristeza e pesar. Afinal, em Angra dos Reis e na Baixada Fluminense, a chuva fez mais estragos do que podiamos imaginar.

Em Angra, a natureza veio com força total para retomar tudo aquilo que o homem cisma em destruir; já na Baixada Fluminense, nada que algumas obras que os governantes insistem em não realizar, fizeram com que o nível da água chegasse a um ponto de alagamento tamanho, que os mesmo perderam tudo, estão propensos a pegarem doenças e nada é feito.

Tanto em um caso, quanto no outro, existem pessoas que sofrem com a perda - não dos bens materiais, mas da vida. Só que as vidas agora também devem ter valores diferentes.

Pouco se vê das enchentes da Baixada Fluminense, talvez por já ser corriqueiro, talvez por ser em área de classe média para baixo. Em Angra, todo apoio aos que perderam suas pousadas.

Mas, não foi só a terra que cismou em deslizar. E mesmo com essa diferença na cobertura dos desastres, esse não foi o único deslize.

Um renomado jornalista, no seu noticiário de final de ano, após o encerramento da matéria, fez comentários maliciosos sobre os garis que encerravam a matéria desejando um feliz ano novo.

Mostrando que valores diferentes são dados para a vida humana, o mesmo queria que fossem empresários ou outros de classe alta a desejar feliz ano novo. Como eram garis, aqueles mesmos que recolhem o lixo que produzimos, mantendo a ordem em nossas cidades, eles não podem desejar feliz ano novo.

É constrangedor ver que ainda hoje percebemos esses deslizes. E sinceramente, acredito que apesar dos deslizamentos e alagamentos terem vitimado diversas pessoas, o deslize no carater - acredito eu - esse não tem como ser corrigido.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

POESIA - Como o clima

Olhe pela janelaVeja o tempo lá fora Viu ? É assim que está meu coração
Olhe o que cai do céu É água ? Lágrimas Geradas pela dor e desilusão
O cinza ? Solidão e dureza As mentiras que me contava Ofuscava o brilho do sol
Porém, De tudo tenho uma certeza a água lava as nuvens passam e meu céu voltará a brilhar
Cuide bem de ti que cuidarei bem do meu jardim.

POESIA - Borboletas no estômago

Eu não conhecia essa termologia,e a minha "filha" adotiva tentava me explicar ...
Ela dizia: Pay, não há explicação para essa sensação, é apenas deixar rolar e ver no que vai dar.
E eu louco de pedra, não entendia o rumo da prosa, e queria de pressa, sentir essa sensação.
Ela dizia: Pay, espere e verás, um dia acontecerás, e você vai ver que é muito bom.
E eu não entendia, não sabia o que ela dizia, porque não tinha sentido nada igual.
Ela dizia: Quando for algo verdadeiro, você vai ser o primeiro, a sentir esse voar.
Eu já resignado, esperava desolado, o momento de sentir.
Elas voaram dentro de mim, me fizeram alegres, feliz, meio assim ... As borboletas ocuparam o meu estômago e não quiseram sair.
E para sentir é necessário ser verdadeiro, digo que sinto e sou o primeiro, a novamente sentir algo assim, e desejo que, sem ser nada forçado, ela sinta isso junto a mim.

POESIA - Mulher na Luta

Ela lavava a alma e trazia a calma,
necessária para viver;
ela lavava o corpo e trazia no rosto,
as marcas do que é ser;
era uma lutadora, sonhadora que,
nunca deixou de viver;
era doce e meiga, brava e possessa
não havia injustiça em seu ser.

Cidade ou campo, deserto ou floresta,
ela sabia se virar.
Claro ou escuro, dia ou noite,
e do açoite ela fugiu.
Era escrava branca e sinhá preta,
a inversão que nunca existiu

Mas meu peito chorou e partiu
quando sua boca se abriu,
e me disse que ia para a luta
me deixando um beijo e um 
eterno adeus.