sábado, 25 de abril de 2009

A fé É cega, ou ela Cega ?!

A umas semanas atrás tive a ilustre presença de uma amiga do Ceará aqui no Rio. Infelizmente ela teve que retornar a sua terra natal e antes que ela se fosse, eu (que até o momento tinha sido um mal anfitrião) resolvi leva-la para um passeio.

Fomos a uma praça famosa aqui do Rio, onde todo domingo há uma feira hippye. Depois, caminhamos até a praia (do arpoador) para vermos o por do sol. No final de tudo, ainda demos uma volta na roda, tiramos fotos e jantamos comida japonesa.

Durante a caminhada, passamos por uma igreja. Na porta, existiam pessoas (aqui chamadas de mendigos, ou moradores de rua) que solicitavam uma ajuda, um dinheiro, um prato de comida ou algo assim. É claro que eu sei que não temos a condição de mudar o mundo, de ajudar a tudo e todos, entretanto ...

Fico pensando de que adianta irmos para a igreja, falarmos tanto de amor ao próximo e ao saírmos da igreja, não conseguimos praticar. Como diz na palavra - " A fé não é nada sem obras."

Não quero aqui jogar a igreja e/ou qualquer outra religião no chão, entretanto, isso me levou a pensar: - Será que a religião de uma certa forma, não nos ajuda a receber e aceitar a desigualdade existente nessa terra, ou a simplesmente conviver com ela ?!

Será que os sonhos que existem dentro de nós não são esquecidos, ou bloqueados por não serem a vontade de Deus, Alá, Buda, Xangô e outros Deuses, Santos ou entidades .... O que seriam os sonhos então ?! Só idéias que não podem ser realizadas ?!

Enfim, não quero aqui vir contra o movimento religioso mundial que ocorre, quando o mundo mais precisa de amor, mais precisa de paz, mais precisa de compreensão. Quero que as pessoas entendam que podem sonhar, buscar seus objetivos e ao mesmo tempo ajudar ao próximo.

E com licença gostaria de mudar e adequar a frase:
- "Fazer o bem, sem ver e nem julgar a quem!"

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Big Brother Global

Olá minha gente ...



Seja bem vindo ao BBG - O Big Brother Global. Nele, você será observado 24h; com um prêmio igual para todos (o chamado prêmio de participação) que é nenhum; afinal, você já vive.



Começa o dia e com ele a sua participação. É camera aqui, GPS acolá e vários sensores em sua casa para dizer onde você se encontra, se você dormiu em casa, ou fora dela ... Duvida ?! Durma fora e veja quantas ligações terá seu celular, ligue o computador (ou laptop) e veja, ao entrar no MSN, quantas pessoas terão te vigiado no dia anterior....



Você se arruma, toma café e sai. Logo no elevador, tem uma camera apontada para você, te vigiando, filmando, olhando ... Ela é tão intrusiva, que as mulheres não mais ajeitam a calcinha no elevador e os homens pararam de tirar meleca. Infelizmente ela ainda só não serve para as criancinhas que, além de fazer graça, conseguem danificar o mesmo e não serem punidas por isso.



Após a árdua descida, você chega ao seu carro (ou ao ponto de ônibus) e aí é uma festa. GPS, Cameras da CET-Rio (ou da empresa controladora do tráfego em seu estado), pardais, cameras dentro do ônibus, GPS no seu carro (ou no da empresa), cameras da Polícia Militar (ou similar), entre outras .... Tudo para dar a você a "sensação" de segurança. Mas, você se sente seguro ?!

As grades, as cameras, o número excessivo de guardas e armas, nada disso serve para dar mais segurança a sociedade. A segurança está diretamente ligada a questões financeiras. Enquanto houverem pessoas que todos os dias a noite, no Centro do Rio de Janeiro, precisam esperar o expediente acabar, para terem direito ao seu ganha pão (reciclando papel, latas e outros) enquanto a maioria vai para casa gastar e dormir, ficará dificil para que isso aconteça.

Precisamos entender que a violencia está ligada a oportunidades. De lugar a quem rouba, e veja se ele continuará a roubar ?! Não que todos sejam idoneos, mas muitos foram pelo caminho errado por não ter caminho certo.

Com isso, ao invés de comprarmos cameras, poderiamos comprar comida e outros, para os mais necessitados ...