domingo, 22 de maio de 2011

POESIA - São as mãos o charme de tudo.

Na primeira vez foi um leve contato.
Era para tirar a caneta e escrever no papel
as aulas, as salas, os textos e professores.

Já na segunda vez, foi mais demorado.
Além do aperto de mão, um puxão.
-"Venha ver" foi a frase dita.
E as duas ficaram unidas.

Não demorou para se encontrarem todo dia.
e ficarem juntas, entrelaçadas.
O toque quente e ardente,
a pele lisa e suave.

E por tempos elas viveram juntas.
Entrelaçadas, dadas.
Era apenas se ver que uma já seguia
em direção a outra.

Mas depois foram se afastando,
não passavam mais tanto tempo juntas.
E, no pouco que passavam,
se debatiam, gesticulavam.

Já não seguiam os mesmos caminhos,
enquanto uma viciou no teclado,
a outra vivia ao telefone.

Acabou. Não mais se deram as mãos,
ao contrário deram tchau.
Não foi adeus, porque ainda se veem,
porém entrelaçadas em outros laços,
carinhos, afagos, abraços.

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