segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

POESIA - Abafado

Está quente, está quente
esse dia parecer ser o mais quente de todos.
Não aguento, não consigo andar
Apesar de me mexer, não saio do lugar.

Abafado, mal respiro
mas sinto a brisa quente bater em meu rosto.
e do nada vejo preto - as torres da cidade sufocando o meu ser.

Correria, dia a dia
falta tempo pra programas que eu adorava fazer.
Noites curtas, dias idem
o tempo me consome e eu sinto a falta de você.

Mas onde estás, onde te encontro
onde devo buscar, onde irei te achar
me perco, no desencontro
e é o tempo que me sufoca e me faz perder o ar.

Madrugada, na calada
não sei bem ao certo o que quero ser e ter
e perdido, iludido
me recolho a humilde insignificância do meu ser.

um em muitos, em milhões
e de dentre todas as nações
havia de ser você

infeliz, ó !! 
é um triz
triste testemunho que não pode tudo ter.

Dividir, nunca estar
ausente, nunca presente
se iludir, e mentir
a mente muda
a mente mente.

E o sonho de repente deixa de ser sonhado.

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