segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

POESIA - Sem Cor

E as coisas iam perdendo a graça
e as coisas iam perdendo a cor
e o colorido se esvaia
e o céu ficava incolor.

Ele não tinha mais alegria,
em ver o por do sol,
em ouvir o barulho das ondas,
ou ganhar presente de natal.

Ele não mais compreendia,
o que estava fazendo ali,
era boi / gado de corte,
sendo preparado para o abate.

Ele queria sair do casulo,
mas quem disse que conseguia voar, 
ele queria era mudar de rumo, 
mas ardia como a lagarta.

Ele desejava coisas novas,
sonhava com outra cor,
porém so levava em si
as faltas e o ardor.

E as coisas iam perdendo a graça
e as coisas iam perdendo a cor
e o colorido se esvaia
e o céu ficava incolor.

O riso já não mais tinha
e nem forçado conseguia sorrir,
os olhos sempre marejados,
o choro sempre há de vir.

As dores eram diárias,
tinham início, mas nunca fim
os sonhos, imaginários
o fizeram ficar assim.

E as coisas iam perdendo a graça
e as coisas iam perdendo a cor
e o colorido se esvaia
e o céu ficava incolor.

Não atentou contra a própria vida,
pois isso não garantia o céu,
mas ao não ter alegria,
morto estava, entregue ao leu.


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