Pular para o conteúdo principal

POESIA - Impossível


É impossível mentir para o mar.
e para o ar, o vento.
É impossível mentir o sentimento,
é impossível negar o momento.

É impossível mentir um olhar,
um sorrir, um chorar.
É impossivel mentir um tormento,
a paixão de um momento.

É impossível enganar um partir,
um sair, se despedir.
É plausível mentir um voltar,
mas, e se não puder retornar.

É impossível esquecer o momento,
os dias vividos e passados.
É impossível deixar de lado,
os papos, passeios e abraços.

É impossível ....
Apenas humanamente impossível ...

Mas, é essa impossibilidade
que me faz manter o viver.

Sei que cedo ou tarde
acabou com essa impossibilidade
e mato a saudade
que tenho, por estar
longe de você.



Comentários

Natália Fraga disse…
Inspiradíssimo!!!! Linda poesia!!!!!!! Amei!!

Parabéns!
Dani disse…
Lindo texto. :)
Babi disse…
E tudo começou com o Arnaldo - 'Éimpossível mentir para o mar'.
Tay, o carinho é recíproco, tu sabes.

Um cheiro, coração.
Viviane Pimenta disse…
Ameii todas
Mariane disse…
Nossa, muito show !! Parabéns !!

Postagens mais visitadas deste blog

POESIA - Como o clima

Olhe pela janelaVeja o tempo lá fora Viu ? É assim que está meu coração
Olhe o que cai do céu É água ? Lágrimas Geradas pela dor e desilusão
O cinza ? Solidão e dureza As mentiras que me contava Ofuscava o brilho do sol
Porém, De tudo tenho uma certeza a água lava as nuvens passam e meu céu voltará a brilhar
Cuide bem de ti que cuidarei bem do meu jardim.

POESIA - Voa Tempo

Esquecer o passado,
Escrever o futuro,
Sem ficar no muro 
E nem desesperar.

Guardar na memória,
Diversas histórias,
Momentos marcantes
Sem se deixar levar.

Seguir adiante,
com esse tempo galopante,
pois se ficar parado,
ultrapassado será

Tempo ligeiro, 
tudo muda o tempo inteiro
passageiro viajante,
ou ser realizante
só de ti dependerá.

POESIA - Mulher na Luta

Ela lavava a alma e trazia a calma,
necessária para viver;
ela lavava o corpo e trazia no rosto,
as marcas do que é ser;
era uma lutadora, sonhadora que,
nunca deixou de viver;
era doce e meiga, brava e possessa
não havia injustiça em seu ser.

Cidade ou campo, deserto ou floresta,
ela sabia se virar.
Claro ou escuro, dia ou noite,
e do açoite ela fugiu.
Era escrava branca e sinhá preta,
a inversão que nunca existiu

Mas meu peito chorou e partiu
quando sua boca se abriu,
e me disse que ia para a luta
me deixando um beijo e um 
eterno adeus.